terça-feira, março 31, 2009

.primavera minimalista

ao primeiro raio de sol, juntaram-se outros fotões, aglutinando-se. reciprocamente atraídos, aumentaram a intensidade do primeiro raio de sol, formando o segundo, o terceiro, o quarto... raios de sol.

olhares tímidos e intencionais.

dizem por aí que chegou a Primavera.

segunda-feira, março 23, 2009

.tu?

sei lá, se calhar não, mas tenho a certeza que sim. amanhã, quem sabe, acho que sim, mas também pode não ser, embora saiba perfeitamente que sim.

está sempre na minha cabeça e o coração quase que sai da boca, mas se calhar isso é das alergias ou da música que está a passar no ipod ou então tenho que ir ao cardiologista, analisar o meu coração numa máquina para chegar mais rapidamente à conclusão de que o coração não deixa de ser só uma máquina que bombeia o sangue.

eu sei porquê, não vale a pena pensar mais nisto, aliás, devia era estar a pensar em coisas mais importantes como a crise financeira, o desemprego, a desigualdade social, mas tu...

quarta-feira, março 18, 2009

.a crise do almoço na escola

Era o intervalo de almoço na Escola EB2,3 de Aldoar, escola essa que abrangia todas as classes sociais possíveis e imaginárias, formando um caldo social que nem sempre era saboroso aos meninos considerados betinhos. Mas à hora de almoço não havia cá conflitos, já estava acordado de antemão, que a translocação geográfica seria para o famoso luky luke, estabelecimento que vendia uma variedade incrível de gomas e que aguçava o apetite a todos os alunos da escola. Durante o percurso, o posicionamento na fila era importante. Quem fosse à frente, era atendido primeiro, sim, isso é óbvio, mas não era só esse o factor importante para o posicionamento... No meio tinham que ir os betinhos, esses é que tinham dinheiro, a gunada ía em filas laterais, tal qual escolta policial, a ameaçar os betinhos que se não tivessem 3 chiclas gorilas, 4 línguas de morango e 5 almofadas, íam ter uma esperinha quando saíssem do luky luke.

À hora de almoço, os donos do luky luke esfregavam as mãos de contentamento por ver tanta clientela a comprar doces que provocam cáries e sobre-excitamento da criançada, já por si inquieta, da Escola EB2,3. E a essa hora, todas as caixinhas de gomas e chiclas ficavam vazias, quem tentasse ir lá depois, era certinho, já não havia nada!

Chegada a escolta do luky luke ao recreio da escola, este enchia-se de meninos com línguas azuis,roxas, de risadas, de gula... e a cantina da escola, com refeições metodicamente calculadas para satisfazer as necessidades nutricionais dos meninos de forma saudável, vazia.

O stôr lucas, presidente do conselho directivo, intrigado com esta situação, iniciou a sua investigação, porque raio andava a cantina vazia e para onde ía aquela romaria de alunos. Ora pois bem, quando descobriu o que o luky luke andava a vender às crianças e que estas saíam da escola, percorrendo caminhos altamente perigosos para a sua segurança, iniciou uma campanha anti luky luke. No dia seguinte todos os professores na aula avisaram: não é permitido sair da escola durante a hora do almoço. Só com autorização prévia dos Pais!

No entanto, chegada a hora do almoço, todos os alunos dirigiram-se para o portão da escola, fechado, para verificar se não havia mesmo escapatória... Não havia mesmo como fugir...!

Rumo à cantina e à comida sem açucar, os alunos cabisbaixos da EB2,3 de Aldoar voltaram à velha rotina que, em comparação com as gomas coloridas, era cinzenta. Almoço com o mocho, o rato, o china e o coveiro a massacrar um betinho qualquer, a saladinha, a sopinha...

O luky luke entretanto fechou, ficou sem negócio.

terça-feira, março 10, 2009

.serviços

eu sempre gostei de tomar café a seguir ao almoço e quando não o posso tomar, ando o dia todo com trombas para o meu chefe.

tudo bem, trabalhar e atender os clientes e fazer crescer o negócio, é a prioridade, e, por isso, às vezes não há tempo para tomar café, mas mais 5 minutinhos, menos 5 minutinhos, é assim tão relevante? vamos mesmo perder algum cliente? eu acho que perdemos muitos mais quando vou para o balcão com a cabeça pesada, porque, cá entre nós, eu sou mestre a conquistar os clientes, mas sem café depois do almoço, tarde de trombas... não consigo vender o meu sorriso.

agora... quando eu tomo café a seguir ao almoço, deviam ver esta loja, cheia de clientes a gastar dinheiro, a ir embora de sorriso na boca. é por isso que eles voltam sempre, eu, no fundo, vendo o meu sorriso...



se ao menos o meu chefe pusesse aqui uma máquina de café...!

segunda-feira, março 09, 2009

.és assim

estou exausta, não porque estive a correr uma maratona ou a trabalhar o dia inteiro, mas porque estive em ensaio do côro.

o cansaço de um ensaio exigente é diferente de todos os outros cansaços e creio que é por implicar uma actividade cerebral e corporal tão complexa, que rebenta com a nossa energia de uma forma muito profunda, em nada semelhante com o cansaço de uma época de exames, de treino físico exigente ou de muitas horas de trabalho.

o cansaço depois de um concerto exigente é quase inebriante, deixa-me desligada mental e fisicamente, trôpega na minha expressão facial que luta, com olhos semi-cerrados e vermelhos, costas curvas e cabeça pesada, por ser agradável para com o meio externo. se deixo que os olhos fechem durante mais do que 10 segundos, a minha cabeça ouve linhas melódicas, harmonias, ritmos, timbres... o corpo sente as vibrações dos decibéis, as frequências dos sons e tudo isso transforma-se em mais cansaço.

música... és assim.

quarta-feira, março 04, 2009

.eu coro tanto

sempre me denunciaram, vermelhas, pouco circunscritas e pouco contidas, as minhas bochechas mostram sempre o que eu sinto.

já fiz várias tentativas para as apagar. uma consistiu na tentativa de desligar as sinapses que ligam o coração às bochechas. quando experimentei, a ansiedade, o esforço e a pressão que senti, fizeram desenvolver em mim o medo de parecer fria e falsa, que por sua vez, e ajudada pela adrenalina, fez com que as minhas bochechas inchassem de vermelho. houve relatos, nesse dia, de um astronauta, que conta que da lua conseguiu ver um ponto vermelho, desconhecido, situado em Portugal.

uma outra tentativa minha, já experimentada mais do que uma vez, foi a de cobrir a minha cara com base e que consistia no seguinte ritual: primeiro hidratava a minha face com cremes, depois aplicava a base. conseguia permanecer com cara de boneca de porcelana durante... 10 minutos, pois mais coisa, menos coisa, as bochechas invadiam o território à maquilhagem espessa e opaca, e o vermelho aparecia com todo o seu vigor, anunciando a sua conquista em território hostil.

também tentei ter o cabelo suficientemente comprido para tapar as bochechas, mas isso implicou vários hematomas, traumatismos e afins, dado que o cabelo cobria também os olhos.

rendi-me a elas e ao que elas me fazem. rendi-me, também ao coração, a cabeça não comanda nada...!

terça-feira, março 03, 2009

.jazz mood

chegou num fim de tarde solarengo, enquanto as flores apanhavam o primeiro sol de Inverno e as nuvens, preguiçosas, ficavam longe. chegou para ficar, intermitente e constante.

os olhos bem fechados, mostraram-me um sentir já conhecido e, enquanto incubava as memórias, o coração tornou-se um dínamo ampliado pela ansiedade...

agora que já esperei, observo calma e silenciosamente a dispersão das sombras e das noites longas.



quinta-feira, fevereiro 19, 2009

.eu e as beatas

cada uma com o seu puxo, daqueles que as mulheres da aldeia costumam usar, a andar de metro, no porto.

não paravam de ter aquela conversa típica de mundo pequeno, em que a vida dos seus filhos é o único tema que conseguem ter e, de preferência, provando que os seus filhos são os melhores do mundo e que vão muito bem na vida, graças a deus, recalcando os filhos das outras amigas, que vão bem, mas não chega a tanto! claro que o discurso moral não podia faltar, como se não houvessem telhados de vidro, discurso esse que as ruborizava e encandescia, tantas eram as vezes que abanavam a mão, como se de um leque se tratasse sempre que mencionavam isto ou aquilo...!

pequeninas, com as pernas a flutuar no metro, hipnotizaram a minha atenção, como se eu estivesse a ver um episódio da minha infância. nessa altura, vi muitas mulheres como aquelas. eram avós ou mães dos meus colegas da escola, mulheres essas que nasceram bem longe do Porto e que para cá vieram à procura de uma vida melhor. tive, inclusivé uma Professora Primária exactamente assim, com aquele puxo, aquela fisionomia e aquela fé católica cega, a D. Rosa, que olhava para mim de lado, porque eu era a filha do Sr Dr e não andava na catequese.

acho que uma vez, a D. Rosa, chamou os meus Pais, numa tentativa de espalhar a fé sobre o meu lar e salvar as nossas almas. o puxo, a fisionomia e o cheiro de beata não os convenceu. 1 ano mais tarde, a D. Rosa deixou de ser Professora lá na Escola. parece que eu e os meus Pais não tínhamos sido os únicos a sofrer a pressão evangelizadora da D. Rosa, Directora da minha Escola Primária, por sinal, pública. lembro-me como foi libertador ter que deixar de fingir que sabia rezar no início de cada aula.

foi um alívio sair do metro e deixar de ter aquelas figurinhas à minha frente, não sei porquê, isso fez-me voltar a sentir exactamente o mesmo que senti quando pude deixar de fingir na minha Escola.

domingo, fevereiro 15, 2009

.eu queria ser mais Músico

Sempre pensei que, para ter um pensamento complexo, este deveria ser holístico, através da união das Artes, da Ciência e da Engenharia. Este espaço-continum permitiria a interacção entre os diversos campos do saber, resultando na possibilidade de me tornar numa pessoa capaz de absorver, analisar e compreender o mundo, o que, em todos os campos da minha vida e na minha interacção com o meu meio, iria reflectir-se positivamente, com certeza.

Em que é que o Tratado de Bolonha me impede de perseguir este meu objectivo pessoal?

As directrizes relativas aos métodos de avaliação universitária deste tratado, implicam um dispêndio de tempo e de energia contínuos ao longo de todo o ano lectivo, impedindo-me a mim e a outros estudantes universitários de conseguir cumprir outros objectivos pessoais, isolando-nos numa bolha académica disfarçada de competente, cumprindo os desígnios da standardização mental e intelectual dos estudantes europeus: hoje em dia, o que diferencia um estudante de Engenharia Mecânica de Portugal de um da Alemanha? A língua-mãe?

Eu estava a frequentar o 5º Grau de Piano e, apesar de ter iniciado o ano lectivo a todo o vapor, finalmente ía atingir este meu objectivo, a minha energia teve que ser absorvida pela quantidade de trabalho que a faculdade me impunha, não restando tempo algum para qualquer outro tipo de actividade e, embora me seja ensinado na faculdade que devemos procurar outros domínios do saber para que sejamos criativos e inovadores na nossa vida profissional, a própria faculdade é que nos retira essa possibilidade. Hoje em dia não posso ser exigente comigo própria, no que diz respeito ao estudo da Música, nem responder à exigência do estudo de piano mais rigoroso e exigente. Sobra-me uma possibilidade: estudar música de modo superficial, ideia que não me satisfaz e que coloca as Escolas, como o Curso de Música Silva Monteiro, desprovidas de alunos ou então preenchidas com alunos frustrados, professores frustrados, gerando desmotivação de ambos os lados do espelho e, no fim, despe-se a nossa já inculta sociedade de diversidade e de conhecimento, elementos estes, que poderiam até, alimentar a tão falada crise financeira de criatividade!

Universidades exigentes, sim, isso orgulha-me, mas o conceito de Universidade vem da junção de duas palavras: conhecimento universal.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

.moving cause

pois é... não acredito na geração espontânea, mas por vezes há projectos que surgem quase de repente e que entram pelas retinas e espalham-se até ao tecido muscular cardíaco.

foi a sara quem me levou a este projecto, agora uma Associação: Moving Cause, que vai também entrar pelas vossas retinas e chegar ao vosso tecido muscular cardíaco, pois vamos promover e difundir projectos de empreendedorismo social e o intercâmbio e a cooperação para o desenvolvimento no âmbito da ciência, da cultura e da tecnologia.

a primeira pedra já foi lançada: bonecas de ataúro. na ilha de ataúro, situada em frente a Díli, isolada e distante, existe uma comunidade. com o objectivo de valorizar e de promover essa mesma comunidade, foi criado o projecto das bonecas de ataúro, mas estando a ilha isolada e distante, como conseguir esse objectivo? depois de muitas horas de trabalho e de contactos, a sara conseguiu trazer as bonecas, que estiveram na Concepta, para divulgar este projecto e para gerar um retorno económico, proveniente da venda das bonecas, revertendo-o a favor da comunidade. o 2º passo será ir até ataúro ensinar as mulheres um pouco de tecnologia e rudimentos de gestão, aproximando ataúro de todos nós (porque não comprar uma boneca online? etc...).

no entanto este é apenas o 1º projecto! mais estarão para vir... e a Moving Cause espera ter sugestões vossas e... já agora... porque não comprarem uma boneca, ahn?

terça-feira, fevereiro 10, 2009

.quero acreditar na astrologia

há dias que parecem ser o resultado do bom alinhamento astrológico e dos chakras e mais não sei o quê. hoje apetece-me acreditar em tudo isso e sentir a espiritualidade do irracional.

viajar noutro sentido, para encontrar a direcção, seguindo os movimentos opostos sentidos pela resistência. tocar uma melodia por cima da sinfonia ruidosa e sentir a tensão harmónica a descontrair. viajar, viajar, viajar! é isso...

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

.comboio

Eram 21h30 da noite em Lisboa e as minhas olheiras carregavam-me até ao comboio. Estas, tinham a convicção de que nas próximas 3horas iriam desaparecer, embaladas pelo ritmo ferroviário.

Ao entrar na minha carruagem eis que vislumbro índios urbanos com as hormonas adolescentes a vibrarem e a expressarem-se a todo o vapor. Não tive remédio senão sentar-me no meu lugar e enfiar o queixo para fora de neura.

Tentei distrair os meus ouvidos com os olhos, lendo compulsivamente um livro que me adormeceu e quando acordei, começou o espectáculo...

- C'a cena, este combóio naum ánda, isto é uma simulaçon... Nós ainda estámos em Sánta Apolónia, naum pensem que estámos a andar! O que nós estámos a bêr são écrãs plasma, cortinas berdes para lembrar a natureza e colunas chinesas!! Paaaashhh!! Estou aqui a perder 3 horas da minha bida numa simulaçon... O que bale é que no fim a REFER bai dizer aqui nos altifalántes que nos bai oferecer uma estadia aqui em lisboua e que temos pastéis de nata grátis no Castelo de S. Jorge, porque lá eles nascem no chão!!

Toda a carruagem ria, chorava a rir, contorcia-se no lugar de dores provenientes do riso compulsivo... E ainda disse mais...:

- ólha os chineses a colarem o cenário... a mudar a plaquinha que dizia Santa Apolónia para Coimbra... ólha que bem que eles colam as luzinhas, jasuuuus...!

Velhinhas a esconder o riso, eu com espasmos de dor a tentar conter aquela gargalhada estridente, os amigos a puxar por ele (não que ele precisasse)...:

- Paaashhh, e qual foi a 1ª frase que eu ouvi de um lisboeta...? Fuooogo! Perguntei onde ficava o parque das nações e o gaijo respondeu-me (a falar com sotaque lisboeta) "Segue em frente cerca de 200m, chega à rotunda e vira 270º à sua direita, segue uns 150m em frente e vira 90º à sua direita..." Fuooogo, o gaijo só podia ser matemático!! Imagina se eu tivesse perguntado o caminho até ao Algarbe!?!!

Já estavam duas carruagens a soltar gargalhadas bem dispostas... e de repente, como quem não quer a coisa, o combóio chegou de facto ao porto e o meu sorriso carregou-me até à minha mãe que me foi buscar à estação.

Devia ter um personagem destes sempre ao meu lado para prevenir os momentos em que as olheiras me carregam o corpo e a disposição... Alguém sabe onde é que posso encontrar um?

sexta-feira, janeiro 30, 2009

.quem me dera saber cantar

tenho uma voz que sai e que debita notas metricamente correctas, dinamicamente correctas.

tenho uma voz correcta que debita apenas notas e dinâmicas e ritmos, que formam melodias de coração apagado e frouxo.

tenho a voz longe do coração e, longe tenho, o coração de quem ouve.

gosto de ouvir quem sabe cantar (quem tem a voz junto ao coração) e, de mansinho, digo para mim mesma...: "quem me dera saber cantar..."

quinta-feira, janeiro 29, 2009

.the education that makes our brain stupid

there is a lazy way of educating the students brain... I'm studying for one hour and I'm already in a bad mood because of it and I tell you why: I'm just reading stuff that it's made for me to memorize it and then forget it, I guess. The studying material has lots of potential to be one of the most interesting things that I've ever studied but instead I'm forcing myself to study it, sighing every 2 minutes, thinking that the grey clouds standing outside could just grab me and take me traveling with the cold and dangerous winter wind.

I try to prevent my brain to play tricks with me. Everything is readible and learnable. I can do it, I know that I can study and forget it after the exam, I know that's what the professors want because they put so little effort on this, I just have to pursue my goal, to read and swallow it and then vomit it in the exam, that's all.

Should I ask for more?

.visita aos arquivos

Fui visitar os meus arquivos e aqui fica o que por lá encontrei...





quarta-feira, janeiro 28, 2009

.small song

Uma vez que ando sem escrever por aqui... limpo o pó aos cantos da casa com uma musiquinha (small song - Lhasa de Sela)!

quarta-feira, janeiro 21, 2009

.quando os dias ainda eram quentes

lembro-me como se fosse ontem, ele entrou na sala de aula com um ar todo gingão e pretensiosamente descontraído, com as asas da camisa com padrão geométrico a balançar sobre a t-shirt branca e a mochila no seu ombro direito. tinha as repas do cabelo a formar um rolo encaracolado e ondulado a apontar para onde a sua cabeça realmente estava e escolheu o seu lugar com a confiança certa de que ali, era mesmo o seu lugar.
imaginei eu, que aquele fulano seria certamente um daqueles que não tem casa, que não quer ter casa e que pensa que a vida seria melhor numa autocaravana. imaginei eu, que aquele fulano vivesse num mundo de banda desenhada, cheio de balões de chamada a divergir do seu cabelo e com o seu coração fechado num muro de cimento armado cheio de graffitis coloridos por fora.
toda esta construção feita pela minha imaginação fez-me rir por dentro, divertiu-me e fez-me pensar...: com aquele é que não me meto!

quinta-feira, janeiro 15, 2009

.já tracei o plano

rio alta e marcadamente para dentro... já descobri o que me vai salvar desta epopeia de exames que me obriga a ter disciplina intelectual, mas que acaba comigo a procrastinar pelo mundo cibernético... acho sempre que vou encontrar um dispositivo secreto num site de uma sociedade secreta, que me irá injectar a matéria que preciso de estudar, directamente para o cérebro e transfomar-me num ser intelectualmente mais completo, sem esforço algum! e quando descobrir essa santa ferramenta, vou-me esforçar por fazer aquelas coisas que estão presas em mim e que não trazem propriamente valor acrescentado à minha sabedoria intelectual, mas que alimentam o meu espírito livre de boa disposição! assim sendo, vou desde já anunciar os meus afazares prioritários:

- rebolar naquele talude verdinho do túnel da entrada na rua 5 de Outubro (sentido AEP-Rot. Boavista).
- pegar na minha lomo e num rolo fotográfico e fotografar cenas de rua.
- traçar um plano de mudança de clima para o nosso país. (chega de clima moderado atlântico, vamos masé pó tropical húmido!).
- conseguir ver um jornal nacional da tvi, para que eu finalmente me deslumbre com a manuela moura guedes a apresentar as notícias. (25 anos de existência e ainda não consegui rebolar no chão da minha sala a rir ao ver notícias... é triste!).
- pensar nas causas reais da fisionomia da face das pessoas importantes da rússia, que passo a explicar porque me intrigam: face com uma forma para o obovada, achatada no cúcurutu, orelhas inseridas num ponto mais acima do que seria de esperar e espetadas tipo abanico, olhos pequenos, em forma de avelã, e afastados, nariz achatado, especialmente adaptado para levar murros, boca em forma de um pequeno segmento de recta que vai do ponto a' para o ponto b' (e dentes inexistentes, pois sempre que abrem a boca, nunca os consegui ver... não devem gostar de usar placas ou de próteses dentárias, suponho...), cabelo fino, loiro-russo (como seria de esperar) tipo o cabelo dos bébés loiritos cá de portugal e etc e tal...
- ver todos os programas do Aleixo na Escola e sugerir aos autores um episódio qualquer. Com isto eu passaria a ser argumentista do aleixo e, quem sabe, a dar voz a uma das personagens....(era um sonho!).
- ir, finalmente, à tasca da badalhoca, que desde os 15 anos que ouço dizer que é onde há as melhores sandes de presunto do porto e, que sempre que pergunto onde é, respondem-me que fica ao pé do colégio do rosário...
- ver uns 10 filmes que tenho na minha lista de espera, alternando entre a comédia e o drama, para que eu diga que foi um dia bipolarmente emocionante!

de momento não me lembro de mais afazeres prioritários, mas manter-vos-ei informados das alterações!


Os objectivos estão traçados, agora falta escrever a minha missão e delinear a estratégia:

As 5 forças competitivas (de Porter):
- produtos subsitutos: NÃO HÁ;
- ameaças à entrada: hmm... falta de tempo devido aos afazeres académicos e inibição social de pôr na prática alguns dos objectivos a que me proponho;
- concorrência: NÃO HÁ;
- poder negocial dos fornecedores: SEM RELEVÂNCIA;
- poder negocial dos clientes: SEM RELEVÊNCIA.

Análise SWOT
- Forças: eu quero, eu quero, eu quero;
- Fraquezas: não posso querer... tenho que fazer outras coisas.
- Oportunidades: disponibilidade afecto-emocional para o efeito.
- Ameaças: realidade académico-social.

Factores críticos de sucesso:
- originalidade, dentro do mercado da procrastinação, na forma como quero procrastinar e independência externa da minha acção procrastinadora, dado que é uma estratégia de mim, para mim e por mim.

Competências centrais:
- preguiça em estudar, elevada competência para a criação de ideias algo estupidas, forte aptência para a procrastinação e forte motivação intrínseca.

Ajustamento:
- Não há!

Vantagem competitiva:
- reprovar nos exames, mas ser muito feliz.

( caí na esparrela... julgava que estava a procrastinar e acabei de usar a matéria de gestão, nem sei bem porquê... mas acho que isto também é estudar. pfff...!)

quarta-feira, janeiro 14, 2009

.a culpa é da crise... bloqueia-me a criatividade!




...tenho um bloqueio criativo e este bloqueio não é para brincadeiras, porque à custa dele ando com um dossier de criatividade a ser entregue no próximo sábado, dia 17, completamente estanque...

já ando a treinar no espelho a minha expressão de cachorrinho mal amado, para que na eventualidade de continuar bloqueada, possa convencer a professora de que a crise que assola o nosso mundo ocidental, também afecta a minha capacidade de trabalho criativo.

como ser criativa em tempo de crise (sim, este meu bloqueio, continuo a dizer, vem da crise)?

- fazer um buraco na areia e enfiar lá a cabeça.
- ver TV geriátrica (leia-se programas da manhã e da tarde).
- ter pena de mim.
- pensar na injustiça de ter que se ser criativo com a pressão de datas marcadas. aposto que o Picasso nunca aceitaria tais condições!
- pensar nas coisas criativas que não têm utilidade para o raio do dossier criativo.
- dizer bem alto: RAIO DO DOSSIER!!!!!!
- escrever mais itens nesta lista, para continuar a ocupar tempo criativo.


...e assim, a ouvir bem alto o tempo a passar, vou ter que fingir que mergulho neste trabalho e produzo, para ser uma boa profissional criativa...!

segunda-feira, janeiro 12, 2009

.how to procrastinate effectively!

Uma vez que quando estudo tenho uma grande necessidade de procrastinar, aqui vão os conselhos que encontrei ao pôr no google: how to procrastinate

O mote é: se querem procrastinar, procrastinem, procrastinem, procrastinem!!!!!!


1: Procrastinate without guilt

Do not beat yourself up for procrastinating. Everybody does it once in a while. It doesn’t make you a lazy bastard or a bad person.

If you leave a task for later, but spend all your time obsessing about the task you’re not doing, it does nothing good for you. So procrastinate without guilt.

2: Procrastinate 100%

Do you know those people who procrastinate from some important task - and all they can talk or think about is the task they’re not doing. Often to the point of obsession!

Don’t. Throw yourself 100% into whatever it is you are doing, whether you’re vacuuming, watching TV, reading, surfing the web or out drinking with your friends. Do it and enjoy it to the max.

3: Choose to procrastinate

Don’t let procrastination sneak up on you, so that you suddenly find that you’re doing something other than you should be. Instead, choose consciously to not work on your current task. Instead of fighting it, say to yourself “I will now procrastinate”.

This way procrastination isn’t something that happens to you, something that you’re powerless to control. As if it ever could be :o) This way you’re in charge and procrastination is a tool you use.

4: Ask yourself why you procrastinate

There can be many good reasons to procrastinate:

Some crucial ideas, notions, thoughts may come to you only when you’re not working on your project.
Effective procrastination recharges your batteries and gives you new energy.
Maybe there’s something else you could be doing instead and procrastinating means you get it done.
Maybe whatever it is you’re supposed to do, turns out to be irrelevant or even a bad idea. Maybe the reason you procrastinated was, that your subconscious knew this before your conscious mind.
Working non-stop means missing out on all of this. When you find yourself procrastinating, ask yourself why. Don’t just accept the traditional answer: “There’s something wrong with me, I’m a bad, lazy person”.

5: Take responsibility for procrastinating

When you choose to procrastinate, make sure to update your deadlines and commitments. Let people know, that your project will not be finished on time and give them a new deadline.

Procrastinate now. I dare you!

Procrastination is not bad in itself. Do it right, and it’s a way to be more efficient and have more fun with what you’re working on.

In fact, I challenge you to procrastinate this very moment. Pick a task that you should be working on right now, but where your heart isn’t really in it. Then, rather than work half-heartedly on this task, procrastinate fully and consciously as described above.

Notice how it changes how you think about your task and what it does for you when you procrastinate 100% and without feelings of guilt.